Falsa vidente deve ressarcir cliente, decide Justiça
Mulher foi induzida a acreditar que problemas seriam resolvidos.
A
2ª Vara Cível do Foro de Tatuapé condenou vidente a devolver R$ 9,8 mil
pagos por cliente como parte de um “tratamento espiritual”. O pedido de
indenização por danos morais foi negado e cabe recurso da decisão.
De acordo com os autos, por meio
das redes sociais, a requerida dizia ser vidente sensitiva e espiritual
e, após contato da requerente, que passava por uma crise em seu
relacionamento amoroso, pediu a ela fotos do casal em crise e uma
quantia inicial de R$ 800, prometendo a solução dos problemas. Passados
alguns dias, sugeriu que existiam outros problemas a serem resolvidos na
vida da autora da ação e pediu mais dinheiro, afirmando se tratar de
“caso de vida ou morte”. A vítima chegou a pedir empréstimos de R$ 4 mil
para conseguir pagar os serviços indicados. Ao perceber que não tinha
mais condições de desembolsar os valores, pediu a restituição do que
havia sido pago, mas em vão.
Para o juiz Cláudio Pereira
França, “as mensagens trocadas entre as partes comprovam a exigência de
pagamentos para a prestação do serviço de vidência. Por se tratar de um
golpe que induziu a requerente ao erro de pensar que seu problema
amoroso seria resolvido, é evidente que a requerente deve devolver os
valores que recebeu porque nenhum serviço que justificasse a cobrança
foi prestado”. Ainda de acordo com o magistrado, os dissabores que a
requerente sofreu ao ver que seu problema sentimental não foi resolvido
não configuram danos morais passíveis de indenização.
Processo nº 1005589-34.2020.8.26.0008
Comunicação Social TJSP – AA (texto) / Internet (foto)
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